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Há 74 anos, os Aliados enfrentavam seus derradeiros adversários: os grammar nazis

Foto do escritor: Evandro DebocharaEvandro Debochara

Reims, 7 de maio de 1945. O Chefe de Operações do Alto-Comando da Wehrmacht, Alfred Jodl, revisa atentamente os termos de rendição redigidos pelos Aliados.

Além da pureza racial, certos nazistas pregavam a pureza linguística. Os grammar nazis foram os mais implacáveis puristas linguísticos do século XX. Por ocasião da assinatura do instrumento de rendição ao final da Segunda Grande Guerra, os Aliados se viram obrigados a travar uma última e derradeira batalha contra os alemães – desta vez em território gramatical.


Os termos da rendição alemã haviam sido redigidos em três versões: inglês, russo e alemão. Não houve, por parte do Alto-Comando da Wehrmacht, muitas objeções a respeito dos textos em inglês e russo; no entanto, diante do que leram em diversas linhas do texto em sua língua nativa, os oficiais alemães provocaram muito retrabalho datilográfico antes de ceder suas assinaturas aos Aliados, ensinando a estes com quantas letras se faz um substantivo composto em alemão.


Uma das páginas dos termos da rendição alemã, após exaustiva revisão que rendeu inúmeros retrabalhos datilográficos

Palavras como Wehrmachtführungsstabes estavam grafadas sem trema e com inicial minúscula (erro primário para um substantivo germânico). Os Aliados também se revelaram incapazes de escrever Kapitulationsbedingungen (em português, "termos de rendição") corretamente, provocando grande resistência de generais como Jodl e Keitel.


Somente após várias canetadas na redação, os alemães finalmente se deram por vencidos. Foi então que o Comandante Supremo das Forças Aliadas, Dwight Eisenhower, declarou: The pen is mightier than the sword ("A caneta é mais poderosa que a espada").


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